LIAHSATOS
Antes dos universos,
existem perguntas.
Algumas viram histórias.
Outras encontram forma em livros, músicas,
imagens, personagens e ideias.
Algumas permanecem por anos,
até que eu descubra o que querem se tornar.
Eu crio a partir delas.
Escritora · Compositora · Criadora de universos
Meu nome é Livian.
LiahSatos é o nome que assina aquilo que crio, mas a criação começou muito antes de existir uma assinatura para ela.
Sempre fui movida por perguntas.
Sobre o universo. Sobre consciência. Sobre o que somos, o que percebemos e tudo aquilo que talvez exista além do ângulo a partir do qual conseguimos olhar.
Com o tempo, essas perguntas começaram a encontrar linguagens diferentes.
Algumas pediam histórias.
Outras, música.
Algumas se transformavam em personagens, imagens, mundos ou reflexões.
Foi assim que percebi que nunca estive tentando fazer uma coisa só.
Eu estava procurando formas diferentes de investigar as mesmas inquietações.
Uma ideia raramente
chega pronta.
Ela aparece. Insiste. Muda de forma. Às vezes fica guardada por muito tempo antes que eu entenda o que fazer com ela.
Uma pergunta, uma cena, uma sensação, uma contradição ou simplesmente alguma coisa que não consigo deixar de observar.
Anoto. Converso. Pesquiso. Questiono. Reformulo. Deixo a ideia encontrar relações que eu ainda não tinha percebido.
Texto, imagem, música, tecnologia, edição, movimento. A linguagem depende daquilo que a ideia está pedindo.
O que começou como fragmento ganha estrutura, identidade e uma forma capaz de existir fora de mim.
Meu processo não acontece em uma única ferramenta, nem segue sempre o mesmo caminho.
Há ideias que começam em palavras. Outras aparecem primeiro como imagem, som, personagem ou possibilidade.
Eu não procuro uma ferramenta para criar.
Procuro a linguagem que cada ideia precisa.
CRIO NO TEMPO QUE EXISTE.
Nunca coube
em uma só.
Durante muito tempo, tentei entender qual delas definia melhor o que eu fazia.
Até perceber que talvez
essa nunca tenha sido a pergunta.
Essas linguagens não aparecem separadas dentro de mim.
Elas se atravessam.
Uma história pode pedir música. Uma imagem pode revelar uma cena. Uma pergunta pode se transformar em personagem. Um livro pode começar a imaginar movimento.
E uma ideia que nasceu pequena pode, algum tempo depois, revelar que carregava um universo inteiro.
Talvez eu não tenha escolhido muitas linguagens. Talvez as ideias tenham me ensinado a precisar delas.
As ideias começaram
a precisar de um lugar.
Algumas cresciam como histórias.
Outras se tornavam reflexões, músicas, mundos, personagens ou experiências para a infância.
Eram diferentes demais para serem uma coisa só.
Mas próximas demais para eu acreditar que não havia algo ligando todas elas.
Primeiro, eu precisava organizar.
Depois percebi que estava construindo uma casa.
E, em algum momento, essa casa começou a ser habitada.
LIAHSVERSE
A arte de sentir o invisível.
O LIAHSVERSE é o meu multiverso criativo, onde as minhas ideias coexistem em um ecossistema autoral vivo, em constante expansão.
Cada universo possui identidade própria. Cada projeto pode existir sozinho.
Mas todos partem de uma mesma pulsação: a curiosidade diante da existência e das possibilidades de percebê-la.
Outras ainda estão encontrando as suas.
Talvez seja por isso que eu me defina como criadora de universos.
Não porque tudo o que crio seja um mundo. Mas porque sempre quero descobrir até onde uma ideia pode existir.
Eu posso criar
a partir do meu ângulo.
Mas a obra deixa de ser apenas minha quando encontra o seu.
Não me interessa criar respostas para que alguém simplesmente as aceite.
Gosto mais das perguntas que permanecem depois que uma história termina, uma música silencia ou uma imagem deixa de estar diante dos olhos.
Talvez duas pessoas atravessem a mesma obra e saiam dela carregando coisas completamente diferentes.
Para mim, isso não significa que uma delas compreendeu menos.
Significa que a criação encontrou outra consciência, outra história, outro ponto de observação.
Venha comigo por alguns instantes. Vamos olhar daqui. Depois você decide o que faz com isso.
Eu crio a partir do que me atravessa.
Mas não preciso decidir o que aquilo encontrará em você.
As formas mudam.
Algumas perguntas,
não.
Posso estar escrevendo sobre um futuro que ainda não existe.
Sobre uma criança descobrindo o mundo.
Sobre consciência, identidade, tecnologia, amor ou possibilidade.
A linguagem muda. O universo muda. Às vezes, até o público muda.
Mas há perguntas que continuam voltando.
O que significa existir?
O que muda quando mudamos o ângulo?
Quanto de nós existe naquilo que percebemos?
Que outras possibilidades cabem dentro da realidade?
Eu não crio porque encontrei as respostas.
Crio porque algumas perguntas ainda são grandes demais para eu deixar de fazê-las.
Algumas perguntas
viraram universos.
Outras escolheram livros, reflexões, histórias para a infância ou maneiras diferentes de observar aquilo que nos cerca.
Estas são algumas das formas que elas têm hoje.
E há outras ideias que ainda estão descobrindo o que querem se tornar.
O LIAHSVERSE continua em expansão.
Eu continuo
sendo gente.
Eu penso demais.
Mudo de ideia.
Tenho ideias em momentos inconvenientes.
Começo uma coisa enquanto outra ainda está me chamando.
Rio, canto, observo, me distraio, volto, reformulo e continuo.
Criadora é humana.
Não existe uma LiahSatos em algum lugar esperando o momento perfeito para criar.
Eu crio no meio da vida.
ideias · pessoas · responsabilidades · descobertas · dias possíveis
Talvez por isso eu não espere que a vida saia do caminho para que a criação aconteça.
Eu não crio apesar da vida. Eu crio a partir dela.
Agora você sabe
quem está deste lado.
Do outro, existem histórias, perguntas, mundos e possibilidades que continuam sendo construídos.
Escolha uma porta. Ou comece por onde quiser.
Escritora · Compositora · Criadora de universos
A arte de sentir o invisível.
