PROCESSOS CRIATIVOS E BASTIDORES


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Loron nasceu de um processo artístico, não de um plano fechado.

Sua origem está ligada a um exercício criativo coletivo, dentro de um ambiente de formação artística, onde a proposta era imaginar recortes de futuros possíveis a partir de estímulos literários e sociais.

O primeiro texto de Loron foi uma esquete curta, com poucas páginas, onde um casal entrava no que viria a ser depois o Laboratório Central da narrativa, para participar de um novo método de nascimento humano. A cena se passava em torno de 2078, e funcionava como um prólogo simbólico de uma sociedade em formação.

Com o tempo, esse fragmento começou a se expandir.

O que era cena virou uma sociedade.

O que era um método virou sistema.

O que era um exercício virou um universo.

A primeira versão de Loron se organizou como um livro.

Mas, durante o processo de reescrita e amadurecimento, ficou claro que a história exigia mais camadas do que um volume único poderia sustentar.

Por isso, Loron passou a ser desenvolvido como:

– escrita seriada

– imagens conceituais

– animações

– registros simbólicos

– desenvolvimento de vocabulário próprio

Tudo é tratado como parte de um mesmo organismo narrativo.

Loron não é apenas uma história sendo escrita.

É um mundo sendo construído.

E, no tempo certo, todas as camadas – temporadas, símbolos, códigos e mitologia – convergem para uma obra final, reunindo o universo inteiro em um livro-base.