ORIGEM DO UNIVERSO


Loron nasceu de um exercício criativo – e de um choque silencioso com o futuro.

Em 2014, dentro de um processo de criação coletiva, surgiu um disparador: um vislumbre de Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley). A proposta era simples e inquietante: cada pessoa deveria imaginar, a partir dali, um recorte de mundo possível – um fragmento de futuro que carregasse suas próprias perguntas.

O primeiro rascunho de Loron não foi um romance. Foi uma esquete curta, de poucas páginas.

Nela, um casal entrava no Laboratório Central, prestes a participar de um novo método de nascimento humano – uma tecnologia, ainda cercada de promessas. A cena se passava por volta de 2078, como um prólogo de algo que ainda não tinha nome completo.

Com o tempo, esse fragmento não morreu.

Ele insistiu em ser criado.

O que surgiu de um exercício, virou estrutura: um sistema que pedia contexto, camadas, consequências.

A história – que se iniciou no arco de 2100, através do olhar da personagem Richa, revelou que Loron não cabia apenas em um único livro.

Porque não era apenas uma trama. Era um universo.

Um universo com:

– sociedade e organização política

– tecnologia e regras de controle

– personagens que carregam fissuras internas

– e uma pergunta que nunca desaparece: o que acontece com o humano quando o mundo tenta reformular a vida por completo?

Como obra-mundo, Loron se desdobra em Livros-Série (temporadas), onde aprofunda sua história, personagens, sistema e camadas.

No tempo certo, todas as temporadas, símbolos, códigos. vocabulário e mitologia, estarão reunidos na obra final que reunirá o universo inteiro em um único livro-base.

O começo foi apenas uma fagulha. De um universo que já era enorme.